Era notável a alegria estampada no rosto de Danillo Underground ao vê-la ainda embrulhada na sacola, um sorriso incontido que dava pra perceber até de costas. Afinal falar sobre ela estava terminantemente proibido, por ordem do mesmo, até podermos juntos degusta-la. Ele mal me cumprimenta e rouba ela das minhas mãos, sem nenhum pudor, chamando-a carinhosamente de Te-Te.
Na rua e sem nenhum copo, corremos ate o botequim mais próximo e pedimos uma cerveja e sete copos, cerveja essa esquecida sobre o balcão servindo apenas como bode expiatório para conseguirmos os copos.
Na fúria da primeira dose, Dan e eu preparamos o sal, seguramos o limão e mandamos de uma vez só escorrendo garganta abaixo a tão esperada tequila. Somente ela, e mais nenhuma, sabe varrer com destreza toda a timidez e a censura pra debaixo do tapete. Os outros vão tomando coragem – podiam mudar o nome da tequila pra “coragem” fácil, fácil – e pouco a pouco se rendendo a libertinagem engarrafada, Bruno, Carloz, sequencialmente até chegar ao Erick – um amigo com benefícios – que mesmo dirigindo não resistiu e caiu em tentação com apenas uma dose ( mas lá dentro se acabou nas margaritas ).
Com a garrafa quase seca, sem mais limão, decidimos entrar na balada, decisão insana eu defino assim. Caipirinhas, cervejas, margaritas e um drink que vinha com um picolé mergulhado no copo, chamado de Licked.
A musica potencializada pelo efeito da Te-Te – pois é acabei adotando o apelido também – parecia de um surrealismo neurótico. Dançamos, cantamos, pulamos, abraçamos uns aos outros e mais alguns desconhecidos e rodopiamos ao som de Ana Julia (Los Hermanos) e com certeza beijamos , beijamos muito ( Eu e Bruno nem se fala ). E eu particularmente até discuti com o segurança que ao visualizar os meus excessos com um guri, tentou, sem êxito, nos colocar pra fora da balada.
No fim da noite eu estava revoltado, motivo esse intimo demais para ser publicado, mas também estava contente pra CARALHOOOO. Eitah noite enluarada, regada de desamores e confusões. Eitah desapego assustador, generosidade excessiva e amizades sagradas.
Quem me viu chegando em casa poderia descrever um garoto sozinho, suado, segurando uma camisa que encobria alguma coisa. Mas quem teve acesso aos meus pensamentos e fundiu isso a minha imagem passando, enxergou um garoto suado de felicidade, que vivenciou uma noite intensa e que mesmo sozinho estava muito bem acompanhado… Dela – ou do que sobrou dela – inigualável e seu cheiro vaporizando, encoberta pela minha camisa estava ela Te-Te.

É impressionante a emoção e a alegria transmitida a cada palavra escrita. Fico contente e lisonjeado por fazer parte da suva escrita e principalemente da sua VIDA.
Eu que fico honrado de ter você como amigo, e a sua alegria na minha vida..
Te amo amigo !!!